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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Onde está a imprensa nacional???

Fico aqui observando a situação, não compreendo porque esta greve ainda não estorou em nível nacional.
O que falta acontecer?
Estranho esse fato, porque qualquer outro fato já estaria estampado nas telas dos maiores jornais.
Estranho mesmo é aquele comercialzinho em que diziam que tudo tinha um professor, não vi mais este comercial.
Já é hora desta greve, histórica em todos os contextos, seja número, motivo ou organização entrar para a história nacional.
Algum tempo atrás a Rede Globo fez um JN no Ar sobre a Educação, mostrou indices de IDEB e tudo mais, porque não vir agora e mostrar o que está acontecendo em Santa Catarina?
Li em algum lugar que o Estado é um dos com maior remuneração no Brasil e o maior no sul, ultrapassando até mesmo Rio Grande do Sul que detinha este título. Então não é uma vergonha justo este Estado ser o único a se negar a pagar o que está na Lei?
Onde está a imprensa nacional???
E onde estão as pessoas que colocamos lá em Brasília? Que venham fiscalizar, que intervenham nesta pouca vergonha que está acontecendo aqui!
A questão não é política, não, isto é correto, mas necessita de uma boa política para resolver: política de negociação, de articulação.
No início da greve as negociações vinham do sr. Marco Tebaldi, um senhor qualificado para a área do sanitarismo, não educação, o sr. governador ao ser comunicado da possibilidade de um movimento grevista o que fez? Viajou.
Erro primário este, faltou orientação e articulação desde este momento.
Depois entrou em cena Dechamps, este ao menos com relação direta com a educação, mas ainda assim continuou faltando articulação.
O SINTE pode estar mostrando uma postura firme, está, mas não da forma como tem sido repassado, não é a frase: O SINTE não aceitou a ou as propostas. O que não foi aceito pelos professores foi a imposição de propostas prontas. Sim, porque o SINTE chega na negociação com uma proposta à discutir e o governo com uma proposta à aceitar.
Senhores, expor um documento redigido e propor que o aceitem na integra é negociar? Porque se for terei de rever meus conceitos de toda uma vida. Pois no meu ponto de vista negociar significa colocar duas propostas ou mais na mesa e discutir os pntos de uma e outra parte e chegar a um acordo.
Mas não, impõem-se propostaatrás de proposta e não se aceita a real negociação.
Dois pesos e duas medidas e no meio os professores em si, de um lado da balança o governo impondo números que ele afirma, mas a comprovação de onde está o FUNDEB não é convincente, do outro o SINTE requerendo o que é de direito, e os professores, estes cada dia mais desvalorizados.
Concordo que neste cabo de guerra uma hora a corda vai arrebentar, isso é mais do que lógico, porém não obrigatóriamente do lado dos professores como sempre acontece.
Só me questiono uma coisa: a cobertura do movimento e vou voltar a questionar muitas vezes mais.
Aí sei que vou ouvir: mas o governador foi as rádios e falou... Ok, falou, mas quantas verdades equantas mentiras?
Achataram nosso plano de carreira, retiraram nossas gratificações, essa é a verdade.
Querem saber a verdade: a verdade é que pedem às escolas para entregarem o nome de seus grevistas. Para que???
Deixo livre paraseus pensamentos.
Cada um de nós que é professor, estando ou não em greve sabe onde mais dói esta situação: dói quando nos chamam de mentirosos e tentam enxovalhar nossa imagem perante a sociedade. Esta clara a tentativa do governo em seus pronunciamentos de jogar os pais de alunos contra os professores, isso é um golpe, baixíssimo, não é por este caminho que se chegará à um entendimento.
É esta a forma de negociação, impõe uma MP, enxovalha a imagem do magistério, tenta ilegalizar a greve (e desiste numa manobra ainda suspeita). Cabo de guerra mesmo, concordo, mas no final quem pode cair na lama quando arrebentar as pontas podem não ser os prfessores, mas sim a imagem da educação em SC, porque a imagem do governo, esta, já está mais do que arranhada, está dilacerada dentro do Estado, só falta mesmo o contexto nacional.
Sei que no momento existem apaziguadores, a turma do vamos deixar disto, é normal, em qualquer situação, mas não é apaziguamento a solução, e sim negociação real e com uma articulação descente.
Negociar!!! Não impor, não chegar com propostas prontas e acabadas, porque MPs impostas podem vir milhares, mas isso não é negociar.
Vamos nos voltar para o contexto da greve: legítimo, real.
E muito cuidado, históricamente podemos estar entrando num ano perdido e iniciando outro cambaleante com falta de pessoal, aulas à repor.
E o tal IDEB? Este podem contar baixo, muito baixo, porque sem aulas, semaquisição de conteúdos, sem rendimento no IDEB.
É meus senhores, a situação se encaminha para um ponto crítico.
Mas vale ressaltar: Tornem de conhecimento nacionaleste escândalo!!!
O Brasil precisa saber o que acontece aqui no sul.

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