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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

QUANDO UMA MINA ABRE

Muito tem se falado do desastre em Mariana, triste, mas previsível.
Assim como Anitápolis tem lutado por anos para não entrar nessa lamentável estatística de desastre onde no fim das contas poucos são punidos e vidas são alteradas quando não ceifadas.
Mas antes de mais nada precisamos nos ater ao começo de tudo: década de setenta quando inúmeras famílias deixaram o vilarejo de Rio dos Pinheiros por conta da promessa da instalação da então IFC, vivos e mortos saíram de lá, corpos foram exumados e transportados para fora do seus jazigos para dar espaço à IFC.
Nasci sob a promessa da abertura desta mina, cresci, entrei na idade adulta, meus filhos nasceram sob essa promessa.
Mas o que ocorre quando uma mineração realmente "abre"?
Primeiramente há um estouro de vagas na construção civil, onde começa a montagem dos escritórios, casas, enfim, geram-se empregos nesta área, e assim começam também a surgir os vilarejos nos pés das áreas que dali adiante serão de risco.
Logo que inicia o trabalho de construção inicia um crescimento no comércio.
Assim iniciam os trabalhos de mineração, empregos não faltam, alguns diretos, outros terceirizados.
Inicialmente tudo parece progresso e evolução, os empregados tem um salário razoavelmente bom, um bom plano de saúde quando não também odontológico, por lei cestas básicas, e tudo isso vai fazendo com que o município evolua.
O comércio tem vendas garantidas e aumentadas por conta dos salários certos. Desafoga-se os postos de saúde deixando de saturar o SUS por conta dos planos de saúde.
E tudo parece bem, casas crescem no padrão, carros na garagem.
Mas isso tem um prazo de validade, 30 e tantos anos ou a oscilação da moeda e de um dia para o outro tudo fecha.
Simples assim, não querem mais explorar pagam os direitos, mês de aviso e pronto!
E o que acontece?
Os danos ambientais ficam, jamais a área ficará 100%.
Começa um declínio no comércio, com o cancelamento dos planos de saúde os posto de saúde sobrecarregam, isso tudo sem uma preparação prévia.
Esse é o progresso oriundo de quando uma mina abre
Vão- se os salários bons, vão-se os planos de saúde, caem as vendas, chega a inadimplência, as terras ficam desoladas. E a chuva virou ácido, a terra ficou infértil, os rios estão poluídos, o população doente.
E esse é o resultado, na melhor das hipóteses.
É isso que queremos?

sexta-feira, 14 de março de 2014

AINDA EXISTE SOLIDARIEDADE

Estava dentro de um supermercado em uma cidade vizinha quando pude observar uma cena nada corriqueira, um senhor com algumas compras sobre o balcão e não sei exatamente o que houve, mas não pode pagar. Eis que um jovem homem simplesmente veio ao balcão do caixa e mandou que passassem as compras que ele pagaria. Difícil ver isso nos dias atuais, fiquei  observando e pensando em como seria bom se existissem muitos anônimos iguais à este, que solidarizam-se sem questionar à quem, sem deixar nome, sem ostentar. Ele simplesmente pagou e foi embora, sem nome, sem nada além de um muito obrigado.

Pelos caminhos desconhecidos

Lamento a cada desesperança... de dias infindos que recobrem minha alma. Não sei quem sou nem ao menos se vivo.
O raio frágil do sol da tarde deita-se sobre minha pele e eu aqui, na relva do campo prostrada, letárgica semi morta, mas  no peito insiste essa máquina louca, insana de tudo em bater, atropelando meus sentidos, minha vida inútil.
Lamento cada desesperança dos caminhos desconhecidos que percorri até aqui e eu, nobre pedinte, sem eira, sem teto, sem vida a soprar, caio desiludida na terna mão do adeus.
Minhas esperanças findam, meus olhos marejam estilhaçados pela fugaz migalha de lágrima que ainda insiste em escorrer pela face mareada.
Ah tempos eternos, percorro meu corpo e não me reconheço...
Quem sou? Destino que me atormenta e me faz fugir da dura realidade de meu eu.
Em frente ao mundo, em frente ao fim... meu corpo jaz na relva fresca, sob o sol fraco do outono e ainda assim essa máquina insiste em bater...
Sepultura de  flores, caixão de desesperança e ainda assim insisto em viver...
Oh terna morte que me fizestes eterna no sofrer de meu sangue... nada mais ei de ver...
Lamento cada desesperança e ainda assim vivo...
Sou a noite infinda que se lança sobre o dia...
Vejam, estou em cada lado, sob o céu e sobre a  terra e ainda assim vivo...
Eterna mas finita... duo de sentimentos...
Lamento cada desesperança...

quarta-feira, 12 de março de 2014

Vida, e nada mais que isso

Ponho os olhos na folha branca que jaz em minha frente e ainda assim penso se devo desgraçar sua alva existência com a tinta de meu punho.
A   folha fica imóvel como me pedindo vida.
Vida e nada mais que isso, justo à mim  que ainda recordo meu funeral de tantas v idas.
Não sou poetisa, não sou escritora, as palavras saem de mim como sangue em ferida aberta.
Ah, se o tempo me perdoasse a mera existência sem fim!
Pudera minha pele, min ha carne, meus ossos  findarem e ainda assim minha alma continua, serpenteando entre os séculos.
Não sou eu e tão somente eu, sou algo, alguém que existe ao mesmo tempo que o sangue de meu primeiro ancestral.
Carrego em minhas veias toda poeira  da história e ainda assim insisto em viver...
Ponho os olhos na folha virgem a minha frente e percebo que a pureza nada mais é do que  o estado do momento.
A  folha me pede  vida e eu... vida, somente isso...
Ah, textos sem nexo escorrem por minha mente neste  dia nebuloso e eu... eu vivo na eternidade  de meu sangue.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

UM DIA ABORRECENTES

É estranho como o tempo passa  tão veloz em nossas vidas! Já parou para analizar?
Ontem mesmo estávamos as turras com nossos pais vivendo nossa pré adolescência e nossa adolescência!
Daí a questão, paro para recordar e  vejo que por mais que passaem gerações a novela continua sempre seguindo o mesmo roteiro, como se fosse feito apenas um remake de tudo.
Meninas e meninos que viveram a década de 90 e início de 2000, a gente virou o século entre pré adolescência e juventude, recordar as nossas manias e maluquices pode nos fazer entender melhor nossos filhos amanhã...e em alguns casos já hoje!
Eramos aquela geração maluquinha que chupava bala freegels só pra colecionar recadinho, juntavamos uma pilha de lixo e rezavamos pra receber uma bala com aquele dito recadinho mais raro: TE AMO...
Também curtíamos aqueles questionários daquelas revistas teen, que na nossa época tinham qualquer outro nome, e aqueles posters de duas páginas com algum galã da nossa geração ( na época o Fábio Assunção era um gato!), cantavamos ensurdecedora e estrindentemente (fora o desafinadamente) aquelas músicas sertanejo corno do Zezé di Camargo e Luciano, mas felizmente tivemos o privilégio de ser a geração Mamonas Assasinas.
Vimos um impeachment, mas na época o que mais nos interessou foi a aula de folga pra assistir a transmissão nacional, que nem de longe era em HD.
Tivemos a benção de poder quase explodir o laboratório do Antigo Colégio Estadual Altino Flores (qd Flores era assim, sem acento) nas experiências de ciências.
Meninos viveram a maravilhosa tradição de por no bolso traseiro de umas calça jeans de corte modelo bag ou semi bag uma carteira estufada para fazer volume e meninas tiveram a oportunidade de descobrir que todos aquele volume não passava de um monte de papel dobrado.
Garotas puderam viver a maravilhosa experiência de pintar uma mecha de cabelo com tinta de crepon e álcool e parecer usar mata bicheira, também lançamos o esmalte preto, feito cm tinta de bic misturada com esmalte e nem suspeitávamos do quanto podia ser tóxico.
Vivemos o medo da gangue do palhaço, dos traficantes de órgão, do opala preto...
Nos delicamos com o bolo prestígio (meio novidade na época).
Fomos os criadores da sobreposição de roupas, afinal fomos nós que saímos por aí com duas camisetas, sendo a de manga comprida por baixo, ou senão aquela blusa amarrada na cintura, criamos também a custumatização das peças, quando começamos a cortar as mangas, a gola e um bom pedaço das nossas camisetas.
A onda espírita tão on hoje, nós começamos, afinal quem nunca jogou o jogo do copo ou da chave ou aquele tabuleiro de letras e números com uma caneta que não sei porque, sempre saia andando...
É, pensando bem a coisa nãom udou tanto:
Hoje eles amam crepúsculo, nós  fomos vamp.
Hoje eles curtem sertanejo universitário, nós um dia gostamos de sertanejo que não era raiz.
Felizmente as meninas não usam mais crepon no cabelo e os meninos não usam mais papelão na carteira!
Mas tem uma coisa que evoluiu: a gente tinha o precuror do faceboock, o caderno de confidência, e esses meus amigos eu guardo lá em casa, como uma relíquia, afinal, aquela  é a lembrança de nossa adolescência, de nossas viagens e devaneios.
Só queria uma coisa, ter vivido aqueles anos com a carga de memórias e vivência que tenho hoje...pensando bem, melhor não, desenfreado como a gente é na adolescência ia ser um perigo!
Bem, vou terminar meu texto, porque na verdade penso em escanear um dos meus cadernos de confidência e umas fotos e postar lá no faceboock...
Quem é a favor???





terça-feira, 27 de março de 2012

Pedofilia

Hoje fico indignada com a definição de doentinho dada ao pedófilo.
Esses monstros atacam nossas crianças, se aproximam delas com uma sedução típica de monstros sem escrúpulos, calculam a forma de agir, o meio de chegar na vítima, sabem persuadir, sabem discimular, tem plena consciência dos atos cometidos, o que os exclui da categoria doença mental. Eles são frios, calculistas e agem sabendo bem o que fazem e o que pretendem: a sua satisfação sexual mórbida. Não são doentes mentais, sção no máximo da classificação psicológica, psicopatas.
Vagabundos, canalhas, seus crimes são ediondos!

domingo, 25 de dezembro de 2011

O que importa???

Mês de dezembro, mês de janeiro, meses de comemoração... mas admito, estava descrente do verdadeiro espírito de Natal. A vida da gente nos coloca em situações nada agradáveis, nos entristece e o passar dos anos nos afasta e nos leva entes queridos, fazendo com que aos poucos o espírito destas festas vá minando de nossas almas. Nos tornamos apenas consumistas e deixamos de observar o que realmente significam estas datas.
Mas como disse, eu estava descrente do verdadeiro significado do natal, até que na ante véspera do Natal eu caminhava pelas ruas em torno do Hospital Universitário, minha mãe acabava de sair de uma cirurgia séria.
Sabe, naquele instante passei por uma singela barraca de artesanato, ali dois rapazes... e parei observando aqueles objetos simples.
Eram meio hippies, um deles artesão, o outro palhaço e malabarista, e no meio da conversa deles eu percebi o quanto valorizamos as coisas materiais e esquecemos o verdadeiro valor do que importa. O jovem palhaço estava magoado, pois havia vindo em busca de assumir a paternidade de uma criança e souberá ali que não era filho dele, preocupava-se com seu pai, desejava profundamente aquela vida que ele mau conhecerá. O outro comentou sobre um senhor pedinte que ao receber as esmolas comprou um litro de pinga e estava tomando: olha, como pode desvalorizar a vida assim? A vida é tão valiosa...
Percebi então uma das coisas perdidas no estilo de vida destes rapazes, mas que são tão necessárias às nossas vidas: paz e amor.
Reclamamos diariamente de tudo e para eles a simplicidade da vida, o ganhar um dinheiro honesto para poder comprar o básico para viver, a importância da vida, das ligações familiares era somente o que necessitavam para serem felizes,e uma felicidade verdadeira.
Naquele dia, eu fiquei ali, naquela barraca ouvindo a vida daqueles dois e tive uma certeza: ainda existe o espírito do Natal.
As vezes ouvimos dizer que no Natal Deus bate em nossas portas disfarsado em algum irmão, e acreditem, naquele dia eu tive esta certeza, porque aqueles dois, o hippie e o palhaço, me ensinaram que a vida não é tão somente o que a gente deseja, é um dom e algo tão precioso que muitas vezes nem nos damos conta.
Eu agradeço hoje aos dois moços, porque naqueles poucos minutos ali com eles naquele barraca tão simples eu descobri que existem coisas muito mais importantes do que o capital, do que nossos anseios, existe a vida, existe o pai e o filho, a família, existe a honestidade e a simplicidade.
Eu descobri, como naqueles contos de Natal, através de dois mensageiros que a esperança é tudo o que importa.
Hoje eu sei que meu Natal foi bem mais feliz, visto de outra forma, e desejo que aqueles dois, o hippie mantenha sua vida sempre assim, honesta e em busca da simplicidade e da beleza da arte e o palhaço, artista também,que um dia tenha sua família desejada, porque poucos são os pais que buscam filhos para assumir.
E que esse acontecimento de Natal que aqueceu meu espírito possa um dia aquecer aos de muitos outros... porque jamais me esquecerei da lição que dali levei: a vida, a honestidade, simplicidade e esperança existem e estão aqui, debaixo dos nossos olhos, basta deixar cair a cortina de cegueira que nos engloba.
Obrigada!!! Sejam lá quais forem os seus nomes...